A caminho de Faro. Concentração motard



A caminho da Concentração de  Faro
Na terça feira coloco todo o meu material na moto e estou pronto para apanhar a estrada. Ontem tive um dia movimentado preparando a minha maquina. Mais uma vez resolvi encarnar o papel de mecânico juntamente com um outro amigo e resolvemos tirar o escape e colectores da minha moto e colocar um conjunto completo akrapovic que eu havia comprado. Essa nova ponteira dará a minha menina um som simplesmente espetacular sem levar em conta o acréscimo de mais 5 a 7 cavalos de potencia. Não é que a minha menina precisasse de mais potencia ela naturalmente já é uma fabrica de potencia com os seu 190 cavalos, mais eu estava interessado em muda-la um pouco trocando o sistema de escapes.

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Não foi uma aventura fácil porque depois que retiramos a carenagem da moto chegamos a conclusão que teríamos que desmontar o radiador e retira-lo para temos espaços o suficiente para remover os colectores e deu um trabalhinho danado. Como nãp podia deixar de ser, há sempre um parafusinho que resolvi chatear e insistir em não sair mantendo a sua posição, teimando em não obedecer a minha chave de boca. Resultado levamos mais tempo brigando com esse parafuso do que com todo o montar e desmontar colectores. Mais finalmente eu e meu fiel companheiro de guerra o “ Juneco” conseguimos retirar o dito parafuso e instalar o novo sistema de escape. Agora ela está prontinha para amanhã cedo apanharmos a estrada.

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Pela manhã pronto e ansioso para apanhar a estrada e depois de ter dormido muito pouco na noite anterior pensando na viagem, apanho o meu gps e vou efectuar a ligação através de um cabo usb que instalei eu mesmo na moto. As vezes encarno-me também em eletricista. Surpresa, nada funciona, foi ai que dei conta de que não possuía luzes no farol e como o sistema eléctrico do farol alimentava também o gps esse também não recebia eletricidade.

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Primeiro passo a tomar, fui a caixa de fusíveis. Estavam todos impecáveis, verifiquei se as lâmpadas se estavam queimadas, mais estavam em perfeito estado, e ai vem aquelas series de dúvidas e diagnósticos sobre o que poderia está contribuindo para esse problema.

Eu sou bastante teimoso. Antes de levar a moto a um profissional eu tento de tudo resolver eu mesmo o problema, porque quando resolvemos o dito problema, aprendemos mais um pouco sobre a nossa moto e também economizamos alguma grana.

Peguei o manual da moto e fui fazer uma ligeira pesquisa relativo ao sistema eléctrico e acabei por descobrir que a minha moto além dos fusíveis tradicionais que se encontram acima do tanque também possui na lateral direita da bateria 3 fusíveis de segurança. Não entendo porque tanta segurança já que os de cima resolveria o problema caso fosse efectuado uma descarga exagerada de energia para os faróis. Mais pronto, se estão lá é porque os senhores doutores engenheiros acreditavam ser melhor. De imediato procurei tirar a bateria para rever os ditos fusíveis. A minha moto foi construída de uma forma curiosa, para se retirar a bateria quase que tenho que desmontar toda a moto. É necessário tirar o banco e o tanque o que dar um bom trabalhinho. Mais pronto consegui, lá está os ditos fusíveis e realmente um deles estava queimado. Efetuei a troca e voltei a montar a moto.

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Depois que resolvi todos esses problemas já era para lá do meio dia e eu estava morrendo de fome, portanto fui sacia-la e depois decidi deixar a viagem para o dia seguinte. Durante a tarde a temperatura estava muito alta e além disso a concentração só começava na quinta feira.

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Por enquanto ainda há espaço mais amanhã mal conseguimos chegar as tendas

Eu estava saindo antes era para passar em uma pequena cidade localizada no litoral alentejano a 365 km de Coimbra e que fica a caminho de Faro. Uma pequena cidade litorânea chamada Vila Nova de Mil fontes para fazer uma visita a um amigo que lá costuma passar as ferias. Portanto sendo assim sairia na quarta e ficaria só uma noite em Vila Nova de Mil Fontes e na quinta apanharia a estrada em direcção a Faro.

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Quando foi na quarta de manhã cedinho a vontade de apanhar a estrada era enorme e foi o que fiz. Coloquei o equipamento todo em cima da moto ajustei o gps para levar-me por um caminho turístico e acelerei a minha bichinha a fundo. Quando viajo por Portugal e outros países não gosto de apanhar o caminho directo ao destino, curto muito a viagem portanto procuro sempre faze-la a através de caminhos com um certo teor turístico, e isso o gps se responsabiliza e acabo sempre descobrindo coisas novas, cidades e aldeias, e fazer aquelas típicas paradas em locais em que a maioria das pessoas não passam por está restrita a paisagem que as auto estradas (highway) pode oferecer.

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A viagem começou muito bem, tudo em perfeita ordem, mais sempre acabamos por ter pequenas surpresas. Ao ultrapassar um caminhão reparei pelo retrovisor os sinais de luzes do caminhonista e pensei que se tratava-se de um cumprimento, um gesto desejando boa viagem, mais afinal não era isso, pelo canto do retrovisor milagrosamente consegui reparar em algo verde tipo uma pequena mochila rolando por trás do caminhão. Afinal tratava-se da minha tenda que havia se soltado da moto dando-me um bom susto. Aquela tenda já está comigo a mais de 8 anos, comprei quando fui a primeira vez a concentração de Faro e era uma excelente e grande tenda.

Parei de imediato e retornei para recupera-la voltei a prenda-la e dei seguimento a viagem. É fantástico a medida que seguia a viagem ia encontrando outros motards com as suas maquinas totalmente equipadas seguindo em direcção a Faro para esse verdadeiro encontro de amante das motos. Cumprimentavamos com um gesto de ok e voltávamos a acelerar.

A medida que ia me aproximando de Faro iam surgindo cada vez dezenas e centenas de motos, todos os caminhos davam a Faro. Gostava de reparar e com uma enorme admiração os motards que conduziam as sua pequenas motoquinha “ Vespas, Lambretas…etc” andando cuidadosamente pelo canto da estrada fazendo uma viagem que iria demorar horas derivado a baixa velocidade permitida pelas sua meninas. Há muitos que atravessam a Europa, chegam a fazer mais de 5000 km nessas condições. Para mim são verdadeiros guerreiros apaixonados e tem todo o meu respeito e de todos os outros motards. Sempre que passo por eles cumprimento-os com grandes buzinadas e eles retribuem de imediato. É uma imagem fantastica, dezenas deles, grandes grupos viajando todos em fila indiana e na maior tranquilidade.

Nessa época as motos dominam as estradas portuguesas são centenas. O ano passado foram mais de 40.000 motards que marcaram a sua presença na concentração. A quantidade de motos e tendas dentro do recinto é enorme. A quantidade de atracções, concertos, jogos, festas, feiras, lojas é surpreendente, aqui você encontra tudo que esteja relacionado a motos.

Você corre o risco de sair daqui levando uma magnifica tatuagem no corpo feita em uma das centenas de lojas especializadas na área com profissionais vindo de todos os lados da Europa. Isso è FARO.



Anildo Motta

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